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Discurso de abertura do Encontro Continental da JOCA 2011 PDF Imprimir E-mail
Por Admin   
23 de noviembre de 2011
Boa noite à todos e todas!


É com imensa alegria que eu, Alessandra Lazzari, representando a Juventude Operária Cristã das Américas e, a Juventude Operária Católica Brasileira, agradeço, ao conjunto de militantes da América pelo esforço que fizeram para a realização desse encontro e a deputada Inês Pandeló, pela homenagem a juventude trabalhadora. Momento esse de significativa importância, entendemos não só pela história de luta, mas também por estarmos recebendo, no Brasil, os jovens delegados/as de toda a América.

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Sejam bem vindos:

- Epifanio e Noelia da JOC Paraguai
- Luis e Johnstom, da Venezuela
- Arlenys e Tamia, do Equador
- Carmen e Ana Cecília, do Peru
- Edson, da Guatemala
- Isabel, da Nicarágua
- Jean Pierre e Missole, do Haiti
- Emilie, de Quebec
- Ruan, Casa Waki, da Bolívia
- Mirna, MOJOCA, da Guatemala
- Valentin, SIJOC da França
- Júlio, Osni e Alex, do CEDAC
- Maria da Penha, Fernando, Guilherme, Josenaldo e Analice, do Brasil.
- Luciano, Marcos e Sandra, pela Coordenação Continental das Américas
- Geethani, pela Coordenação Internacional
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Saudamos também a toda a equipe técnica de organizadores, tradutores, assessores, aos Sempre Jocistas, apoiadores e amigos!


É por “botarmos fé” na capacidade de organização da juventude trabalhadora, que estamos aqui, no Encontro Continental da Juventude Cristã das Américas, “Por nossa Ação  Militante, Vida e Transformação da Juventude Trabalhadora”, de 27 de outubro a 12 de novembro, no Colégio Assunção, em Santa Tereza. Com os objetivos de revisar, planejar, formar e projetar as ações, que nos permita fortalecê-las, bem como a luta e a transformação da realidade das Juventudes das Américas. Queremos aprofundar nossa análise sobre a problemática e as características da juventude trabalhadora e as causas da realidade que vivemos, avaliar e projetar as ações com ênfase nas mudanças e transformações da realidade, fortalecer a metodologia e a tarefa educativa a partir do desenvolvimento da ação, além de intercambiar, compartilhar experiências de vida e ação, identificar estratégias comuns de ação, desenvolver os laços de solidariedade entre nós e nos preparar para o Conselho Mundial, em Gana, na África, em agosto de 2012.


Esse encontro acontece num momento em que os países fortemente capitalistas, como Estados Unidos da América e Europa, apresentam crises econômicas, reforçam a política imperialista, com estratégias de militarização e exploração dos recursos energéticos, mostra um modelo de sociedade que fracassa e os trabalhadores assumem as consequências mais fortes desse projeto. Além disso, cresce a descrença nas organizações internacionais, como o Banco Mundial, ONU, Fundo Monetário Internacional, que estão a serviço do sistema capitalista.


Por outro lado, a América, que está num contexto diferente de desenvolvimento econômico e está enfrentando as crises de outra maneira, apresenta-se como referência na tentativa de construir um outro projeto de sociedade popular, com participação dos/as trabalhadores/as. Além de grupos organizados ou não que estão reagindo e fazendo frente ao projeto capitalista, como os indignados, os estudantes no Chile, os indígenas na Bolívia e muitos outros.

 

A realidade hoje está muito dura para com a juventude, como também não foi fácil em outros tempos, no entanto, inspirados na nossa própria história e nas trajetórias de outros a outras companheir@s, como Pe. Agostinho Preto, seguimos em frente, olhando para o nosso tempo, reivindicamos por trabalho digno, um trabalho que  nos permita assegurar nossa sobrevivência, nos permita realizarmos e nos identificarmos e, que possibilite a juventude desenvolver plenamente suas capacidades, na construção de uma sociedade cujo projeto tenha como centralidade o desenvolvimento humano e a sustentabilidade do planeta.


Também lutamos por igualdade de gênero, entre homens e mulheres em relação aos salários, ao acesso a proteção social e profissional, formação e acesso a todos os recursos, liberdade de organização e participação em sindicatos e organizações representativas de trabalhadores e trabalhadoras, bem como na proposição de políticas públicas que promovam a igualdade de gênero.


E educação de qualidade, que promova o desenvolvimento de nossa criatividade, nos prepare para o mundo do trabalho, nos de autonomia em  nossa vida cotidiana e que valorize a igualdade de gênero entre homens e mulheres em todos os aspectos da vida e da sociedade.


Buscamos avançar nas transformações a partir de nossa ação concreta, por isso nos organizamos coletivamente, priorizamos nossa formação pela ação, planejamos, sistematizamos e convidamos os jovens a viver os valores de justiça, liberdade e solidariedade.


Para finalizar, homens, mulheres, jovens, que estão sempre abertos e dispostos a contribuir com a juventude trabalhadora, militantes, “nós precisamos de coragem para nos levantar em favor do direito, onde reina a injustiça. Sem a coragem você não pode galgar nenhuma montanha” (nas palavras de Pauline Tangiora, anciã da tribo Maori da Nova Zelândia). “Hoje precisamos de coragem para denunciar as ilusões do sistema neoliberal (…), coragem para reconhecer que a recusa de mudar de paradigma de relação com a Terra e de modo de produção pode nos levar, irrefreavelmente, a um caminho sem retorno e comprometer nossa civilização, (…) coragem para afirmar que, tirando e somando tudo, a vida tem mais futuro que a morte e que um pequeno raio de luz é mais potente que todas as trevas de uma noite escura”. (nas palavras de Leonardo Boff).

 

Coragem para continuar construindo o caminho de sonhos e esperanças!

Continuem acreditando na juventude trabalhadora!

 
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